terça-feira, 30 de julho de 2013

Charge publicada no Jornal Folha de São Paulo, de 12/11/10
Teste de alfabetização

Terça, 30 Julho 2013 11:04

Globo entrevista única candidata a ser professor



A matéria a seguir foi exibida na manhã desta terça-feira, 30 de julho, no programa Bom Dia Brasil, na Globo.
O foco é a falta de professores e a dificuldade de atrair o jovem ao magistério.
Confira. O secretário estadual de Educação de São Paulo, professor Herman Jacobus Cornelis Voorwald, faz uma declaração no decorrer da reportagem.
“O que faz um jovem preferir outra profissão e não se encontra com a ideia de ser professor? O salário certamente é uma das razões.
Segundo o IBGE, o salário médio no Brasil para quem tem ensino superior está dividido por áreas: Ciências exatas, mais de R$ 5 mil; Ciências da saúde, mais de R$ 4 mil; Ciências humanas, mais de R$ 3 mil; Professores com ensino superior, R$ 1.707.
A melhoria do ensino público em todo o país esbarra em vários problemas de estrutura, inclusive falta de professores. Só em São Paulo, o governo pretende contratar ainda neste ano 59 mil profissionais, mas muitos estudantes nem pensam em concorrer a essas vagas.
Quem quer ser professor é visto como um romântico, que não liga para salário. Em São Paulo, a Secretaria de Educação vai tentar contratar mais de 50 mil professores e vai lançar um programa para que os futuros mestres façam uma espécie de residência, como a dos médicos, nas escolas. Mas, nem isso parece animar que está prestes a fazer vestibular.
Raquel quer ser professora na rede pública.
Repórter: Professora de quê?
Raquel: Geografia. Eu pretendo dar aula em escola pública e ensino fundamental.
Repórter: Por quê?
Raquel: Para agregar à educação brasileira. Eu acho que está muita fraca e precisa de pessoas que tenham amor pela profissão.
A escolha de Raquel causa surpresa entre os colegas. Ela é uma das únicas com o desejo de ser professora em uma sala com mais de 70 alunos de um cursinho pré-vestibular.
“Não desperta o meu interesse. Não penso em trabalhar na educação”, diz Jéssica Dias Assunção dos Santos.
Além do salário, o professor da rede pública costuma enfrentar situações complicadas.
“Vai com empenho de dar aula, vê que é só ele. Não tem muita gente que vê o lado que ele vê”, diz Bonfim Hieron de Souza Alencar, professor de matemática.
O fato é que hoje faltam professores no Brasil inteiro. Em São Paulo, um concurso público pretende contratar 59 mil professores.
“O desafio é fazer com que a carreira seja atrativa porque os jovens das licenciaturas, que estão cursando as universidades, tenham na carreira do magistério o interesse em participar”, declara Herman Jacobus Cornelis Voorwald, secretário estadual de Educação – SP.
E a Secretaria da Educação vai investir em um programa de residência educacional. Para os especialistas, não é só o salário que afasta os jovens da profissão.
“Ele é o principal profissional do país. Todas as outras profissões dependem do professor. Se a gente não tiver esse entendimento no Brasil, dificilmente a gente vai garantir educação de qualidade para todos”, diz Priscila.
Por esse programa, a residência educacional, o aluno de licenciatura interessado em ser professor recebe R$ 600 por mês, entre bolsa e auxílio transporte. Enquanto ele faz faculdade também tem que ir para uma escola, para participar das atividades pedagógicas e se acostumar com a profissão. O projeto está na fase piloto e tem cerca de 3,5 mil inscritos.”
Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, 30 de julho de 2013.

IDH das cidades melhora, mas educação é entrave
Desenvolvimento sobe 47,5% e vai de 'muito baixo' para 'alto' em duas décadas

30% dos municípios, porém, seguem mal em ensino; índice da ONU também avalia renda e expectativa de vida


O Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios brasileiros subiu 47,5% em duas décadas --saindo do nível "muito baixo" para outro considerado "alto".
A melhoria das cidades ocorreu tanto em renda da população como em longevidade e educação. Os três quesitos são a base do IDHM --uma versão local do IDH utilizado pela ONU em avaliações de desenvolvimento social em países do mundo.
Mesmo sendo a área que mais evoluiu, a educação ainda é a única que alcança só um nível "médio" --que rebaixa a nota dos municípios.
As conclusões fazem parte do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. A pesquisa da ONU é feita com ajuda do Ipea (instituto ligado à Presidência da República) e da Fundação João Pinheiro, do governo mineiro.
Os dados foram calculados com os Censos de 1991, 2000 e 2010 --não captam, portanto, a gestão Dilma Rousseff.
Um dado emblemático do novo cenário é a quantidade de municípios de IDHM "muito baixo". Em 1991, eram 85,8%. Em 2010, só 0,6%.
O índice repete um modelo do IDH mundial ao usar os três indicadores sociais, que variam de 0 (pior) a 1 (melhor). No entanto, as variáveis globais e locais de cada categoria são diferentes, impedindo que sejam comparados.
O IDHM brasileiro, de acordo com os atuais critérios, era de 0,493 em 1991 --próximo do teto da classificação "muito baixo", que é 0,499.
Após quase dez anos, subiu 24,1% e chegou sob FHC a 0,612 --ou "médio", segundo a escala estabelecida.
Na década seguinte, dominada pelo governo Lula, continuou crescendo (18,7%) e alcançou em 2010 a marca de 0,727 --quebrando a barreira de 0,700, a partir da qual o IDHM é tido como "alto".
O quesito social que mais chega perto da nota máxima de 1 é longevidade (expectativa de vida ao nascer).
Seu índice é de 0,816. Ele foi beneficiado pela queda da mortalidade infantil --de 47% entre 2000 e 2010.
Em seguida está a renda (mensal per capita), com 0,739. Já educação tem 0,637.
Quase 30% das cidades brasileiras têm nota considerada "muito baixa" em educação. E só cinco têm índice considerado "muito alto".
Segundo Marcelo Neri, presidente do Ipea, programas de transferência de renda não tiveram tanto peso no IDHM. "O Bolsa Família é um coadjuvante." O Atlas, para ele, mostra que "a evolução é extraordinária, mas os indicadores ainda são muito ruins".

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que a prioridade deve ser "diminuir a desigualdade regional".
Matéria publicada no jornal a Folha de São Paulo, 22 de janeiro de 2011.
A bula do Dr. Google

Especialistas indicam, sites, em português, de sociedades médicas, instituições de pesquisa e do governo com informações confiáveis sobre saúde


MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO

Na dúvida sobre saúde, remédios e tratamentos, o dr. Google é logo acionado pela maioria dos brasileiros.
No país, mais de 80% da população usa a internet para buscar informações médicas. O problema é que apenas um quarto das pessoas se certifica de que a fonte das informações é confiável.
Médicos recomendam que os pacientes se informem sobre seu estado de saúde, mas, de preferência, em bons sites. No entanto, alertam para evitar o autodiagnóstico e comparações com histórias de blogs pessoais.
Também dizem para desconfiar, claro, de páginas que oferecem tratamento ou induzem a usar um produto específico (como remédios de marcas específicas ou fórmulas emagrecedoras).
É importante ver quem mantém o site. Têm mais credibilidade os que pertencem a universidades, sociedades médicas e hospitais.
A pedido da Folha, especialistas de diferentes áreas indicaram 20 sites de referência, com boas informações para leigos, em português.
SOCIEDADES MÉDICAS E ASSUNTOS ESPECÍFICOS

Associação Brasileira de Psiquiatria
www.abpcomunidade.org.br

A seção ‘Informe-se’ tem textos sobre TOC (Transtorno Obsessivo- Compulsivo), transtornos alimentares, depressão, deficit de atenção e dependência química. No link ‘Psiquiatria para uma vida melhor’, dá para assistir a palestras em vídeo sobre doenças mentais.

Ginecologia
www.gineco.com.br
O site, criado em 1997 pelo ginecologista Sérgio dos Passos Ramos, traz matérias sobre doenças femininas, exames de rotina (quais são e como são feitos), problemas sexuais, o corpo da mulher, contracepção, menopausa e infertilidade.

Sociedade Brasileira de Diabetes
www.diabetes.org.br
Completa, a página responde às dúvidas sobre a doença no link ‘Tudo sobre o Diabetes’. O destaque é a página de nutrição, que ensina a decifrar os rótulos de alimentos e a contar carboidratos, medidas importantes para quem tem a doença e precisa controlar os níveis de açúcar

Sociedade Brasileira de Cardiologia
http://prevencao.cardiol.br
A biblioteca virtual tem informações sobre hipertensão, estresse, obesidade e tabagismo. Os dados são bemresumidos, mas esclarecem as principais dúvidas. O site tem boletins sobre alimentação saudável e testes. Um deles calcula quanto dinheiro a pessoa gasta com cigarros e o risco de doenças coronárias.

Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica
www.abeso.org.br
A seção de perguntas frequentes responde dúvidas sobre nutrição, transtornos alimentares, obesidade infantil, cirurgia de redução de estômago e remédios emagrecedores. Receitas light e orientações sobre como não se descontrolar na hora de fazer compras no supermercado são encontradas no endereço.

Sociedade Brasileira de Urologia
www.sbu.org.br
No link ‘Saúde Urológica’, estão informações sobre impotência e orientações preventivas. A página de urologia de A a Z explica termos médicos relacionados à saúde do homem, como andropausa. No link ‘Vídeos urológicos’, especialistas como o infectologista Davi Uip falam sobre doenças masculinas.

Cirurgia Plástica
www.cirurgiaplastica.com.br
O portal é completo e fácil de navegar, com orientações sobre como escolher um cirurgião, cuidados pré e pós-operatório e artigos, que incluem textos sobre como evitar cicatrizes, cirurgias masculinas e métodos de colocação de próteses de silicone nos seios, como por meio da axila.
ASSOCIAÇÕES DE PACIENTES

Associação Brasil Parkinson

www.parkinson.org.br
Na página inicial, dá para baixar o guia do cuidador do paciente com Parkinson. Na seção de fisioterapia, um teste indica quais exercícios podem ser feitos por quem tem a doença, de acordo com suas possibilidades. O site também informa sobre atividades como coral de pacientes.

Associação Nacional de Assistência ao Diabético
www.anad.org.br
Informa sobre como armazenar, transportar e usar a insulina e tem um arquivo de receitas. A seção de histórias emquadrinhos traz todas as informações sobre a doença para o público infantil.

Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Chron

www.abcd.org.br
Diagramas benfeitos explicam sintomas das doenças, que atacam o sistema digestivo, e exames (como são feitos e o que o paciente sente). O site também tem um fórum de pacientes, com histórias e contatos de portadores das doenças.

Instituto Espaço de Vida
www.espacodevida.org.br
Temdados de fácil entendimento sobre câncer, estudos e vídeos educativos. O site também informa sobre outras doenças, como anemia falciforme e acromegalia (excesso de produção de hormônio do crescimento).

Instituto Oncoguia
www.oncoguia.com.br
O portal para pacientes com câncer é completo, respondendo a dúvidas sobre tratamento e bem-estar (com informações sobre nutrição, terapias, sexualidade e próteses). O site tem até uma página que ajuda a escolher perucas, com endereços de lojas no Rio e em São Paulo.

Associação dos Celíacos
www.acelbra.org.br

Voltada para os pacientes com intolerância a glúten, tem lista de alimentos permitidos e proibidos, lojas de produtos sem glúten em cada Estado, receitas e informações sobre como fazer exames gratuitos em São Paulo.
INSTITUIÇÕES DE PESQUISA E REFERÊNCIAS

Manual Merck de Informação Médica

www.manualmerck.com.br
A versão on-line da reconhecida enciclopédia médica tem explicações sobre o funcionamento dos órgãos, com imagens didáticas, e sobre doenças, tudo dividido pelas partes do corpo. O site tem um ‘tradutor’ de termos médicos, que pode ajudar na hora de ler bulas de remédios.

Biblioteca Virtual de Saúde
http://regional.bvsalud.org/php/index.php
No site do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, é possível encontrar pesquisas brasileiras e internacionais. Depois de digitar o assunto, dá para filtrar os resultados por idioma, periódico e tipo de estudo.

Agência Fiocruz
www.fiocruz.br
No site de notícias da Fundação Oswaldo Cruz, há boletins sobre novas pesquisas da instituição e um glossário de doenças, além de páginas especiais sobre leishmaniose e hanseníase.

Drauzio Varella

www.drauziovarella.com.br

A página do médico e colunista da Folha foi lançada recentemente. Tem textos didáticos sobre doenças dosmais diversos tipos. Há uma boa enciclopédia com termos de saúde (de AVC a vitiligo) e bem-estar, vídeos e podcasts, entrevistas com especialistas e testes (por exemplo, para avaliar o grau de dependência do cigarro).

OFICIAIS

Ministério da Saúde
www.saude.gov.br

As informações são gerais e resumidas. A seção ‘Saúde para Você’ é dividida em saúde do homem, da criança, do idoso, da pessoa com deficiência e saúde mental. Na página dedicada à mulher, há dados sobre o parto, pré-natal, menopausa, câncer de mama e de útero e uma cartilha de cuidados de saúde para lésbicas e bissexuais.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária
www.anvisa.gov.br

Na seção ‘Cidadão’, há uma lista de assuntos de interesse, como bulas de remédios. Na área ‘Relacionamento com a Sociedade’, o site responde a dúvidas sobre alimentos, cosméticos e dá orientações para viajantes (que vacinas tomar, por exemplo).

Inca (Instituto Nacional do Câncer)
www.inca.gov.br

Na página inicial, há um link para dicas de prevenção do câncer de pele, com dados sobre autoexame e fatores de risco. A seção ‘Câncer’, tem explicações sobre cada tumor e orientações para pacientes e familiares. Traz estatísticas sobre a incidência do câncer no país.

Fontes: Antonio Carlos Lopes, clínico-geral da Unifesp, César Jardim, cardiologista do HCor, Max Mano, oncologista do Hospital Sírio-Libanês, Gilberto Saute, proctologista, Moises Chencinski, pediatra, Reginaldo Albuquerque, endocrinologista, Ricardo Meirelles, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Renério Fráguas, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do HC de São Paulo, Sérgio Ramos, ginecologista, Rogério Lima, ortopedista, Walter Montenegro, cirurgião plástico, Elesiário Caetano Jr, gastrocirurgião do hospital Edmundo Vasconcelos
Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, 23 de julho de 2013. Novidades ROSELY SAYÃO Um número pequeno mas expressivo de famílias de classe média iniciou uma mudança importante em seu estilo de vida em função da formação dos filhos. O primeiro ponto que percebo nessa mudança diz respeito ao consumo como ponto de inserção dos filhos nos grupos de seus pares. Não sei se você percebeu, caro leitor, que as famílias, no geral, se comportam, no que se refere aos filhos, de uma maneira semelhante, o que torna a vida das crianças muito parecida. Por exemplo: a comemoração dos aniversários sofreu um processo de pasteurização tal que as próprias crianças, apesar de demandarem a mesma festa que os colegas tiveram, já estão entediadas porque sabem antecipadamente e com exatidão o que vai acontecer. Bufês que oferecem os mesmos brinquedos e brincadeiras com monitores, convites distribuídos a todos os colegas de classe, sem distinção, doces, temas, enfeites e bolos sempre iguais. Que enfado! Hoje, os temas começam a mudar, principalmente com crianças abaixo dos seis anos que frequentam escolas que as introduzem no mundo preferencialmente pela arte e pela cultura. Para ilustrar, dois casos: uma garota quis que sua festa fosse inspirada em um poema de Cecília Meireles que havia trabalhado na escola e um garoto escolheu o tema "Asa Branca", que também estava pesquisando em classe. Não é encantador a criança conseguir escapar das armadilhas dos temas recorrentes dessas festas e, assim, afirmar sua identidade? O número de convidados das comemorações encolheu e nem sempre são festas que dão o tom do aniversário. Conheço pais que foram acampar com o filho e alguns de seus amigos e outros que fizeram um piquenique em praça pública. É preciso dizer que as crianças adoraram tais novidades! Os passeios com os filhos também estão mudando. Encontrei nestas férias muitas famílias em Inhotim --espaço cultural e botânico com arte contemporânea localizado em Brumadinho, MG. Vindas de vários Estados diferentes, elas lá estavam para explorar o espaço com as crianças. E deu gosto observar como as todas elas acompanhavam com interesse e curiosidade as diversas exposições do museu. Ah! E não é que também as férias das crianças passaram a ser bem-vindas para muitos pais? Aprender a se relacionar com os filhos sem a rotina que a vida escolar impõe tem sido um desafio para os pais. Muitos não sabem o que fazer com as crianças em casa e com muito tempo livre. E não me refiro aqui aos pais que não podem tirar férias ao mesmo tempo que os filhos, que isso fique bem claro. Pais que têm tempo para os filhos e, mesmo assim, os enviavam a programas de férias, descobriram que as crianças podem ficar em casa sem muita programação especial. O relacionamento entre eles e a descoberta da criança de que ela tem liberdade para escolher o que quer fazer estão marcando as férias de muitas famílias. Finalmente: essas famílias estão em busca de escolas diferentes para seus filhos. O que esses pais procuram? Escolas que tratem as crianças como crianças mesmo quando elas frequentam o ensino fundamental, que agucem a curiosidade de seus alunos pelo conhecimento, que saibam se comunicar com crianças e jovens e, principalmente, que os ensinem a viver em grupo e a administrar os conflitos com os pares. O problema é que as famílias têm encontrado muita dificuldade para achar escolas assim. Isso significa que é hora de repensar a organização escolar! ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha) --------------------------------------------------------------------------------

segunda-feira, 24 de junho de 2013

PROCESSO DE PROMOÇÃO REABERTURA

COORDENADORIA DE GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
Comunicado
Processo de Promoção / 2013
Quadro do Magistério – QM
Edital de Reabertura de Pré-Inscrição para Prova
A Coordenadora da Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos, nos termos da Lei Complementar estadual 1.097, de 27-10-2009, alterada pela Lei Complementar estadual 1.143, de 11-07-2011, regulamentada pelo Decreto estadual 55.217, de 21-12-2009, torna pública a reabertura de pré-inscrição para prova - Processo de Promoção, dos integrantes do Quadro do Magistério.
I – DAS CONDIÇÕES PARA PARTICIPAR DA PROVA E CONCORRER À PROMOÇÃO DA FAIXA 1 PARA FAIXA 2 E DA FAIXA 3 PARA A FAIXA 4.
1. A participação da prova, considerando como data base o dia 30-06-2013, está condicionada ao atendimento dos requisitos a seguir relacionados:

1.1 Encontrar-se em efetivo exercício na data base;

1.2 Ser titular de cargo efetivo ou servidor abrigado pelo § 2º, do artigo 2º, da LC 1.010/2007, em um dos seguintes cargos:

a) Professor Educação Básica I;

b) Professor Educação Básica II;

c) Professor II;

d) Diretor de Escola;

e) Supervisor de Ensino;

f) Assistente de Diretor de Escola;

g) Coordenador Pedagógico.

1.3. Candidato da Faixa 1 para a Faixa 2 - Ter cumprido o interstício mínimo de 4 (quatro) anos, ou 1.460 (um mil e quatrocentos e sessenta) dias, por período contínuo ou não no exercício do cargo/ função;

1.3.1. Candidato da Faixa 3 para a Faixa 4 - Ter cumprido o interstício mínimo de 3 (três) anos, ou 1.095 (um mil e noventa e cinco) dias, por período contínuo no exercício do cargo/ função;

1.4. Candidato da Faixa 1 para a Faixa 2 - Estar classificado numa mesma unidade de ensino ou administrativa há pelo menos 1.168 (um mil, cento e sessenta e oito) dias, nos termos do artigo 6º, do Decreto 55.217/2009;

1.4.1. Candidato da Faixa 3 para a Faixa 4 - Estar classificado numa mesma unidade de ensino ou administrativa há pelo menos 876 (oitocentos e setenta e seis) dias, nos termos do artigo 6º, do Decreto 55.217/2009;

1.5. Candidato da Faixa 1 para a Faixa 2 - Computar, observado o artigo 8º, do Decreto 55.217/2009, o mínimo de 2.304 (dois mil, trezentos e quatro) pontos de assiduidade.

1.5.1. Candidato da Faixa 3 para a Faixa 4 - Computar, observado o artigo 8º, do Decreto 55.217/2009, o mínimo de 2.160 (dois mil, cento e sessenta) pontos de assiduidade.
II – DA PRÉ-INSCRIÇÃO
1. A pré-inscrição ocorrerá no período de 27-06-2013 a 10-07-2013, iniciando-se às 9h do dia 27-06-2013 e encerrando-se  às 18h do dia 10-07-2013, horário de Brasília.

2. Serão utilizados para pré-inscrição os dados constantes no Sistema de Cadastro Funcional da Secretaria da Educação.

2.1 - A apuração dos requisitos necessários à pré-inscrição será obtida no Cadastro Funcional e de Frequência, estando o candidato isento de apresentação de qualquer documento.

3. O candidato deverá inscrever-se através do endereço eletrônico http://drhunet.edunet.sp.gov.br/PortalNet/, acessar o item “Promoção”, confirmar os dados constantes da Ficha de Pré-Inscrição on-line, conforme os procedimentos estabelecidos abaixo:

3.1 - O candidato digitará o login e senha, e obterá o Formulário Personalizado contendo dados pessoais, devendo preencher os dados relativos à opção pelo campo de atuação/ disciplina em que deseja realizar a prova.

4. O candidato poderá se inscrever para participação na prova, conforme segue:

4.1 - Para o campo de atuação Classe;

4.1.1 - O docente titular de cargo da disciplina Educação fará a prova do campo de atuação Classe.

4.2 - Para o campo de atuação Aulas, nas disciplinas de:
Língua Portuguesa, Inglês, Arte, Educação Física, Matemática, Ciências Físicas e Biológicas, Biologia, Física, Química, História, Geografia, Filosofia, Psicologia, Sociologia, Alemão, Espanhol, Francês, Italiano e Japonês.

4.3 - Para o campo de atuação Educação Especial, na respectiva área de deficiência – Auditiva, Física, Intelectual ou Visual.

4.4 - Para o campo de atuação Suporte Pedagógico: Diretor de Escola e Supervisor de Ensino.

4.4.1 - O Assistente Diretor de Escola e o Coordenador Pedagógico farão a prova de Diretor de Escola.

5. O candidato que acumula cargo, em campo de atuação diverso, desde que atenda todas as exigências da legislação para cada cargo ou função atividade, poderá concorrer ao Processo de Promoção, separadamente, em cada situação funcional.

6. O candidato que acumula cargo, no mesmo campo de atuação, no caso de Professor Educação Básica II, desde que atenda todas as exigências da legislação para cada cargo, poderá concorrer ao Processo de Promoção conforme segue:

6.1 - Titular de 2 (dois) cargos de mesma disciplina, realizará uma única prova;

6.2 - Titular de 2 (dois) cargos de disciplina diversa, realizará uma única prova, devendo optar por uma das disciplinas.

7. O candidato que acumula cargo, no mesmo campo de atuação, poderá concorrer ao Processo de Promoção realizando a prova somente na disciplina do cargo que atenda todos os requisitos previstos.

8. A Secretaria de Estado da Educação não se responsabiliza  por solicitação de pré-inscrição não recebida por motivos de inconsistência de dados, de ordem técnica dos computadores, falhas de comunicação, congestionamento das linhas de comunicação, bem como outros fatores que impossibilitem a transferência de dados.

9. O descumprimento das instruções para pré-inscrição implicará a não efetivação da mesma. 10. O candidato que deixar de realizar a prova, não será classificado e, consequentemente, não será promovido.
III- PRÉ-INSCRIÇÃO DO CANDIDATO COM DEFICIÊNCIA
1. Ao candidato com deficiência, que pretenda fazer uso das prerrogativas facultadas na Lei Complementar estadual 932/2002 e do disposto no Decreto federal 3.298/99, é assegurado o direito de participar no presente Processo de Promoção noperíodo previsto no item 1, do inciso II, do presente Edital, desde que conste no protocolo de pré-inscrição – via Internet, que o candidato tenha declarado que se encontre nessa condição, especificando o tipo e o grau da deficiência.

1.1. As informações relativas serão obtidas do cadastro Funcional, desde que devidamente atualizado pela unidade de classificação.

2. O atendimento às condições solicitadas ficará sujeito à análise de viabilidade e razoabilidade do pedido.

3. O candidato com deficiência que não realizar a préinscrição conforme instruções contidas neste Edital, não poderá impetrar recurso em favor de sua condição.
IV - DA PROVA
1. As provas serão realizadas nos meses de agosto/setembro e as datas, locais e horários serão confirmados em Edital de Convocação.

2. O Processo de Promoção constará de prova que versará sobre os perfis de competências e habilidades requeridos para integrantes do Quadro do Magistério da rede estadual, de acordo com a bibliografia estabelecida na Resolução SE 70, de 26-10-2010, e na Resolução SE 13, de 3/3/2011, bem como a legislação básica indicada na mesma Resolução SE 70, observado o ementário atualizado da citada legislação, constante da Resolução SE 37, de 07-06-2013.”

3. A prova será constituída de duas partes, sendo:

3.1. Primeira Parte Objetiva, composta por 60 questões de múltipla escolha (5 alternativas), sobre formação específica por  campo de atuação, avaliada de 0 (zero) a 10 (dez) pontos, e

3.2. Segunda Parte Dissertativa, composta de 1(uma) questão, sobre formação pedagógica por campo de atuação, avaliada de 0 (zero) a 10 (dez) pontos.

3.2.1. a Segunda parte da prova (dissertativa) será corrigida para todos os candidatos.

4. A prova por campo de atuação versará sobre:

4.1. Docentes: conteúdos curriculares das respectivas disciplinas, práticas didáticas e conhecimentos pedagógicos:

4.1.1. Professor Educação Básica I: campo de atuação classe, séries iniciais do Ensino Fundamental;

4.1.2. Professor Educação Básica II: campo de atuação aulas das Séries Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, nas disciplinas: Língua Portuguesa, Inglês, Alemão, Espanhol, Francês, Italiano, Japonês, Arte, Educação Física, Matemática, Ciências Físicas e Biológicas, Biologia, Física, Química, História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Psicologia e Educação Especial (deficiências Auditiva, Física, Intelectual ou Visual).

4.1.3. Professor II – campo de atuação aulas das disciplinas das séries finais de Ensino Fundamental: Língua Portuguesa, Inglês, Arte, Educação Física, Matemática, Ciências Físicas e Biológicas, História e Geografia;

4.2. Diretor de Escola e Supervisor de Ensino: temas da moderna gestão escolar e práticas da administração e supervisão educacionais.

4.3. Assistente Diretor de Escola e Coordenador Pedagógico: as práticas didáticas e conhecimentos pedagógicos dos conteúdos curriculares, e os temas da moderna gestão escolar e práticas da administração.

5. As notas das provas objetiva e dissertativa serão somadas, obtendo-se a média aritmética do desempenho mínimo exigido, que será considerada como nota do candidato no processo;

6. Será considerado como aprovado o candidato que obtiver nota igual ou superior a 6 (seis) pontos, para a promoção da Faixa 1 para a Faixa 2;

6.1. Será considerado como aprovado o candidato que obtiver nota igual ou superior a 8 (oito) pontos, para a promoção da Faixa 3 para a Faixa 4;

7. As ocorrências não previstas neste Edital, os casos omissos e em caso de dúvidas serão resolvidas por esta Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos.

 
  
  

segunda-feira, 1 de abril de 2013

LIMITES NOS FILHOS

Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, 12 de março de 2013.

Por que é tão difícil colocar limites no seu filho

JULIANA VINES

Os pequenos tiranos de hoje são resultado do encontro de duas gerações sem limites, diz Tania Zagury, mestre em educação e autora de "Limites Sem Trauma" (Record).
"Quem está criando filhos agora são os que já tiveram liberdade na infância e estão frente a uma situação que não vivenciaram: os filhos deles também querem fazer de tudo. A liberdade da criança acaba tirando a dos pais."
Zagury fez um estudo com 160 famílias no início dos anos 1990, quando já identificava o surgimento da tirania infantil. "Os pais dos anos 1980 tinham sido criados de forma dominadora e queriam uma educação liberal."
Entre os anos 1970 e 1980 a criança se tornou ator da história, segundo Mary Del Priore, organizadora do livro "História das Crianças no Brasil" (Contexto).
A tendência começou depois da Segunda Guerra. Ao mesmo tempo, surgiram leis de proteção à infância, jovens ganharam visibilidade no cinema e na publicidade e as famílias diminuíram.
"A mulher [que trabalha fora e começa a tomar pílula] passa a querer ter menos filhos para criá-los bem. E a criança ganha lugar como consumidora. Há uma transformação no papel dos pais", afirma a historiadora.
CRISE DE AUTORIDADE
O problema é que a balança foi toda para o outro lado: da rigidez à frouxidão, analisa o psicanalista Renato Mezan, professor da PUC-SP. "Por um lado, é um avanço social, há mais diálogo na família e mais decisões consensuais. Mas, por outro, os pais têm medo de exercer a autoridade legítima. É uma crise de autoridade generalizada."
Há também uma inversão de papeis, segundo a pedagoga Adriana Friedmann, doutora em antropologia e coordenadora do Nepsid (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento).
"Há uma 'adultização' precoce e, ao mesmo tempo, um prolongamento da infância", diz. "Não dá para culpar só os pais. Todos são vítimas da tendência sociocultural. As crianças estão expostas a um grande número de estímulos e influências da mídia."
Para a psicanalista Marcia Neder, os pais se sentem obrigados a mimar os filhos e há muitas exigências em torno de um ideal da mãe perfeita. "Fica difícil dizer 'não' em uma sociedade que trata a criança como um deus."
A blogueira Loreta Berezutchi, 29, sente na pele as cobranças do que ela chama de "filhocentrismo". Loreta é mãe de Catarina, 3, e Pedro, 5. O menino não dá muito trabalho, mas Catarina...
"Ela está sempre batendo o pé. Empaca quando não quer sair de casa e quer escolher a roupa que vai usar. Às vezes, quer blusa de frio no calor e é difícil fazê-la mudar de ideia", conta.
Além de comprar "as brigas que valem a pena" com a filha (como não deixá-la viver só de bolacha e iogurte), Loreta tenta não ser guiada pela concorrência que há entre mães blogueiras para ver quem é a "mais mãe", ou seja, a que mais paparica sua prole (ela escreve no www.bagagemdemae.com.br).
"Na hora de apontar o dedo, todo mundo aponta. 'Ah, meu filho só come comida saudável e o seu toma refrigerante'. Você se sente culpada por não ser o modelo de mãe que cozinha para o filho, dá água mineral etc.", diz.
Ela admite que sua vida hoje gira em torno dos rebentos e acha que faz parte do pacote. "Eu estava preparada para isso quando decidi ser mãe. Mas faz falta ter uma vida social que não os inclua."
Enquanto a criança ainda é um bebê, é normal que a vida da família seja pautada pelas necessidades dela, de acordo com Zagury. "Mas, a partir dos três, quatro anos não precisa ser assim. Os pais devem dar proteção aos filhos, não sua própria vida."
MAMÃE EU QUERO
Encontrar o equilíbrio pode ser complicado quando a criança tem entre dois ou três anos, aponta Friedmann. "Elas estão na fase de se descobrirem como pessoas com identidade única. Nesse período, há uma necessidade da afirmação do eu, por isso experimentam um jogo de força com os adultos."
É fundamental os pais terem clareza sobre quais regras vão impor aos filhos. Só assim conseguirão ser firmes.
"Os limites devem ser colocados na primeira infância, quando se constroem as bases da personalidade", acrescenta Friedmann.
A psicopedagoga Maria Irene Maluf, membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia, lembra que regras dão segurança. "A opinião da criança não deve ser ignorada, mas ela não sabe escolher o que é melhor para ela. Ninguém nasce autônomo."
No fundo, mesmo os mais rebeldes gostam de saber até onde podem ir, complementa a também psicopedagoga Betina Serson. Para quem tem um déspota mirim em casa, ela recomenda começar a disciplina estabelecendo uma rotina (veja mais orientações ao lado).
"A ideia de que colocar limites pode ser danoso à criança é 'idiota'", afirma Mezan. Segundo ele, a inexistência de regras gera ansiedade dos dois lados.
"Qualquer renúncia ao prazer imediato passa a ser vivida como uma frustração insuportável pela criança. Muitas vezes, porque seu desejo é logo satisfeito, ela acaba valorizando pouco o que tem", afirma.
Editoria de Arte/Folhapress